O que é Fluxo de Caixa e por que ele é essencial em sua empresa?

julho 23, 2020

A melhor maneira de que sua empresa caminhe para o sucesso é que ela tenha um bom fluxo de caixa, afinal, saber tudo o que entra e sai da conta da empresa e, também, quando isso ocorre, é imprescindível.

O demonstrativo de fluxo de caixa basicamente fornece um resumo dos movimentos financeiros da empresa (entradas e saídas) relativos às atividades operacionais, de investimento e de financiamento e reconcilia-os com as variações em seu caixa, durante o período em questão.

Dessa forma, a gestão de fluxo de caixa consiste dentre muitas atribuições, em:

  • Controlar e planejar as entradas e saídas de caixa num período determinado;
  • Verificar se a empresa está trabalhando com aperto ou folga financeira;
  • Verificar se os recursos financeiros são suficientes para tocar o negócio em determinado período ou se há necessidade de obtenção de capital de giro;
  • Avaliar a capacidade de pagamentos antes de assumir novos compromissos;
  • Avaliar se o recebimento das vendas é suficiente para cobrir os gastos assumidos e previstos;
  • Avaliar o momento mais favorável para realizar promoções de vendas visando melhorar o caixa;
  • Avaliar o melhor momento para efetuar as reposições de estoque em função dos prazos de pagamento e da disponibilidade de caixa;

Além disso, é possível perceber com maior clareza a relação entre “lucro” e “caixa”, podendo desta maneira identificar os aspectos que diferem o resultado econômico (lucro) do seu resultado financeiro (caixa).

ENTENDA O FLUXO DE CAIXA

A demonstração do fluxo de caixa é dividida de acordo com a função e classificação das atividades de sua estrutura e possui o objetivo de qualificar a movimentação, identificando a sua natureza. Abaixo, é possível verificar a estrutura de um modelo básico de fluxo de caixa:

É o movimento de caixa que mostrará se sua empresa tem dinheiro para pagar suas contas, ou se precisa recorrer a capital de terceiros (como empréstimos) para ter capital de giro e conseguir cobrir a escassez de fluxo de caixa.

Geralmente, o dinheiro que entra no caixa de uma empresa é proveniente de:

Já as saídas de caixa são originárias das seguintes fontes:

Como se vê, ter controle do fluxo de caixa é essencial para entender como seu negócio funciona, bem como para avaliar se é necessário cortar gastos ou melhorar as entradas a fim de não ter surpresas negativas no fechamento de caixa.

Aplicação gerencial ou estratégica?

A atuação e abordagem das empresas em relação ao emprego do fluxo de caixa muda conforme o foco e a necessidade de obtenção de resultado, podendo ser abordado de forma gerencial, empregado no monitoramento e acompanhamento do seu dia a dia ou abordado de forma estratégica, empregado com a mesma finalidade em períodos mais longos.

A gestão financeira está completamente conectada ao fluxo de caixa, de forma que o equilíbrio das contas, embolsos e desembolsos moldam todo processo gerencial nas tomadas de decisões financeiras, na busca de alcance das metas, sobrepondo à concorrência e não deixando margem para dúvidas do como serão alocados os recursos financeiros.

O processo decisório nas empresas deve apoiar-se nas informações coletadas e tratadas por todos os setores envolvidos com o seu desempenho, considerando a singularidade de cada setor e usuário, sobretudo trabalhando a capacidade de adaptação aos processos de controle, viabilizando resultados positivos e caracterizando uma gestão de qualidade.

Estrategicamente falando, a finalidade é estabelecer o caminho a ser seguido, o uso adequado dos recursos financeiros, físicos e humanos da empresa, para conquista dos objetivos principalmente de longo prazo.

 Por que há colunas de Previsto e Realizado?

Um dos fatores mais importantes para o sucesso na gestão de uma empresa é o adequado “planejamento”. Portanto, a gestão financeira deve ser cuidadosamente planejada, executada, acompanhada e avaliada. Isso só é possível se estabelecermos metas (objetivos, previsões) que nos orientem a fim de evitar “surpresas inesperadas”.

Se passarmos a projetar recebimentos e pagamentos com base em nossos conhecimentos anteriores e expectativas futuras quanto ao que esperamos do mercado, poderemos nos preparar para enfrentar dificuldades antes que elas ocorram.

Assim, trabalhar com valores previstos e compará-los com o realizado (acontecido na data), além de mostrar futuras faltas ou sobras de caixa, permite tomar decisões antecipadas sobre aumento de compras, liquidações, racionalizações de custos, hora certa para fazer investimentos e até mesmo sobre a possibilidade de retirar mais pró-labore sem “sangrar” a empresa.

Existem diversos fatores, sendo eles internos e externos que, em maior ou menor escala, irão impactar a gestão financeira da empresa e que estarão refletidos nos controles de caixa. Dentre esses elementos destacamos alguns:

Fatores Internos

1) Expansão descontrolada das vendas, implicando um volume maior de compras e custos operacionais;

2) Aumento no prazo de vendas, concedido pela empresa como forma de aumentar seu grau de competitividade ou aumentar sua participação no mercado;

3) Compras em volume incompatíveis com as projeções de vendas;

4) Diferenças acentuadas no giro das contas a pagar e a receber, em decorrência dos prazos médios de recebimento e pagamento;

5) Giro de estoque lento, significando o carregamento de produtos obsoletos ou de difícil venda, imobilizando recursos da empresa no estoque;

6) Baixa ocupação de ativo fixo;

7) Distribuição de lucros em volumes incompatíveis com a capacidade de geração de caixa;

8) Custos financeiros elevados, em decorrência da utilização de capital de terceiros de forma excessiva, aumentando o nível de endividamento;

9) Política salarial totalmente incompatível com o nível de receitas e demais despesas operacionais;

10) Aumento do Nível de inadimplência.

Fatores Externos

1) Redução nas vendas, causada por retração do mercado;

2) Aumento da concorrência, em decorrência da entrada de novos concorrentes no mercado;

3) Alterações nas alíquotas de impostos sobre a venda interna e/ou sobre a importância de produtos concorrentes;

4) Aumento geral do nível de inadimplência, causada por fatores como, por exemplo, o aumento das taxas de juros.

ANÁLISE DOS RESULTADOS

Essa é a fase em que se torna mais importante o nosso conhecimento sobre as relações de causa e efeito, dentro da estrutura financeira da empresa.

Precisamos lembrar que uma empresa pode apresentar saldo negativo no fluxo de caixa em um determinado momento, apesar de manter saldo positivo na geração operacional de caixa (entradas menos saídas de caixa, oriundos da atividade fim da empresa).

Neste caso, pode ser que a empresa se encontre em um processo de montagem de uma nova fábrica, por exemplo, e se não se analisar essa informação de forma adequada, poderemos chegar a conclusões completamente equivocadas, com relação ao seu nível de liquidez.

A manutenção de saldos positivos de caixa obriga as empresas a desenvolverem políticas para que, ao mesmo tempo em que procuram manter um determinado nível de liquidez como parte de sua estratégia global, possam aumentar a rentabilidade dos recursos dos proprietários, sendo possível assim, crescer de forma sustentada ao mesmo tempo em que se mantêm competitivas.

Claro está que quanto maior o saldo de caixa mantido pela empresa, maior será o nível de liquidez que ela possui e menor será o grau de rentabilidade apresentado. Sendo a recíproca também verdadeira.

De qualquer forma, o nível final do caixa, além de ser função das entradas e saídas de recursos resultantes da atividade da empresa, também leva em consideração o perfil de risco dos administradores da empresa. Empresas com políticas operacionais mais conservadoras tendem a manter um nível de caixa maior do que as empresas operacionalmente mais agressivas.

Podemos dizer que empresas equilibradas financeiramente apresentam as seguintes características:

– É satisfatória a rentabilidade do capital empregado.

– Nota-se uma menor necessidade de capital de giro.

– Existe tendência em aumentar o índice de rotação de estoques.

– Não há falta de produtos prontos ou mercadorias no atendimento de vendas.

– Verifica-se que os prazos médios de recebimento e pagamentos tendem a estabilizar-se.

– Tendem a aumentar a participação de capital próprio, em relação ao capital de terceiros.

– Não há imobilização excessiva de capital, nem ela é insuficiente para o volume necessário de produção e comercialização.

 A análise do fluxo de caixa permite determinar com precisão uma empresa que se apresente em uma situação de desequilíbrio financeiro. Suponhas que uma determinada empresa apresente uma insuficiência crônica de caixa e tenha de captar constantemente recursos através de empréstimos.

As possíveis causas básicas para isso poderiam ser:

  • Excesso de investimento em estoque;
  • Prazo médio de recebimento maior do que o prazo médio de pagamentos;
  • Excesso de investimento em ativos fixos (imobilização);
  • Alto giro de estoque e ciclo de produção elevado.
  • Inflação;
  • Recessão;

Como consequência, seria observada maior vulnerabilidade ante as flutuações nas condições do mercado em que a empresa atua. Além da possibilidade de atrasos nos pagamentos, aumentando as perspectivas de concordata e falência.

As medidas de saneamento a serem tomadas seriam o aumento do capital próprio através de aporte de novos recursos dos proprietários atuais ou através de novos sócios, um controle rígido de custos e despesas operacionais, uma desmobilização de ativos ociosos e a redução do ritmo das atividades operacionais.

RESUMINDO

É essencial que as empresas tenham o controle das entradas e saídas monetárias, e de suas aplicações, sejam elas por meio de capital recebido de uma investidora, empréstimos bancários ou de uma fonte interna.

O fluxo de caixa realizado de forma temporal (diário, semanal, mensal ou anual), permite que a empresa tenha um melhor acompanhamento financeiro, realizando projeções e estimativas.

Poderoso instrumento gerencial, o fluxo de caixa pode ser usado na antecipação de problemas de liquidez e endividamento, rentabilidade, lucratividade e eficácia empresarial.

Apesar dos benefícios oferecidos pelo fluxo de caixa, as empresas ainda sofrem por não manter um acompanhamento regrado dele, causando um enorme déficit financeiro, levando a perda do controle dos negócios.

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